
Ao Povo Formosense, às Trabalhadoras e aos Trabalhadores,
Ao longo de seus 25 anos de história e caminhada comunitária, o Instituto Cultural Caminhando e Cantando (ICCC) sempre manteve firme o seu compromisso fundamental: colocar a arte, a educação e a consciência ecológica a serviço da classe trabalhadora e dos segmentos mais vulneráveis, oprimidos e explorados da nossa sociedade. Nascemos e nos fortalecemos na certeza de que a cultura não é mero entretenimento, mas uma ferramenta viva de emancipação humana, resistência e construção de cidadania ativa.
Neste momento decisivo do segundo turno das eleições nacionais, a história nos convoca a tomar uma posição firme e sem vacilações. A neutralidade diante do retrocesso é a omissão que alimenta e fortalece as injustiças. Por isso, dirigimo-nos à sociedade para afirmar que este pleito não se resume a uma escolha partidária trivial, mas sim ao confronto incontornável entre a civilização e a barbárie.
Alertamos para a grave ameaça dos métodos políticos de traço abertamente fascista, que se utilizam do reacionarismo para ideologizar, dogmatizar e manipular pautas fundamentais para a sociedade e para a vida do povo trabalhador. Trata-se de um projeto que converte a violência reacionária em ferramenta de intimidação contra quem pensa diferente, transformando a discórdia e a disseminação programática do ódio em método de ação política, especialmente através da manipulação nas redes sociais.
Frente a essa engrenagem de dominação, a Educação afirma-se como elemento indispensável e insubstituível para quebrar qualquer corrente de alienação e libertar a consciência do povo. Somente uma Educação Emancipadora e Libertadora, pautada pelo pensamento crítico e pelo conhecimento transformador, é capaz de desfazer as amarras da ignorância imposta e garantir a formação de sujeitos autônomos. Rejeitamos qualquer tentativa de sucateamento do ensino público, de censura nas salas de aula ou de mercantilização dos saberes.
Neste mesmo horizonte, torna-se urgente o combate rigoroso à desinformação e à mentira institucionalizada. Exigimos que o avanço tecnológico seja colocado a serviço da emancipação, da integração e da construção humana da sociedade — e não submetido à ganância de interesses privados escusos e retrógrados, que utilizam algoritmos e plataformas digitais para espalhar o pânico moral, corroer a coesão social e lucrar com a destruição da verdade.
Colocamo-nos categoricamente ao lado dos Direitos da Classe Trabalhadora, que não pode ser submetida à flexibilização precarizante nem à perda de garantias históricas conquistadas com sangue e suor. Exigimos emprego digno, salários justos, seguridade social e a preservação inegociável da Soberania Nacional e do Meio Ambiente. O Brasil não pode entregar seu patrimônio, sua infraestrutura e suas riquezas a uma lógica elitista e privatista, tampouco aceitar a devastação dos nossos biomas e o massacre dos povos originários em nome do lucro imediato de poucos.
As forças do reacionarismo e do autoritarismo precisam ser categoricamente derrotadas nas urnas. O avanço de pautas que buscam a desregulamentação das leis de proteção cultural, ambiental e social representa o risco real de derretimento completo das conquistas populares de décadas.
Conclamamos os agentes culturais, educadores, estudantes, trabalhadores e toda a sociedade a transformarem a indignação em coragem e a esperança em ação. Votemos em defesa da vida, da verdade, da tecnologia humana, da preservação ambiental e da restauração plenas das instituições democráticas do Brasil.
Pela democracia, pela educação libertadora e pela soberania do povo brasileiro!
Instituto Cultural Caminhando e Cantando (ICCC)
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